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POLÍBIO ALVES – Poeta nascido em Cruz das Armas será o homenageado do Ano Cultural 2011

O Poeta Políbio Alves dos Santos será homenageado do Ano Cultural 2011 da Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da Secretaria Municipal de Educação. A iniciativa partiu de uma propositura do Vereador Zezinho Botafogo(PSB) que destacou a importância da obra do escritor e a valorização da literatura paraibana. “Estamos felizes com o anúncio do ano cultural Poeta Políbio Alves, que representa uma história viva da nossa cultura; pessoa simples e bastante conceituada que com certeza trará novos conhecimentos para os alunos da nossa rede municipal de ensino”, ressaltou o parlamentar.

Nascido em 8 janeiro de 1941, no bairro Cruz das Armas, periferia de João Pessoa, o poeta é dono de uma biografia singular. Até os 4 anos, perambulou por várias cidades do nordeste com a família – o pai era uma espécie de caixeiro viajante. Após a morte precoce do pai, aos 28 anos, volta a Cruz das Armas com a mãe, que o alfabetizou. Aos 10, muda-se para o Varadouro, bairro operário às margens do rio Sanhauá que deu origem à Capital paraibana.

 

Varadouro e Ilha do Bispo, onde ele passou o resto da infância e a adolescência, inspirariam toda a sua obra, marcada também pela dura experiência nos anos de chumbo brasileiros – Políbio Alves foi preso político no Rio de Janeiro, sem jamais ter sido militante de esquerda: "Meu texto traduz a nossa realidade. Tento mostrar isso, sou teimoso, sem nenhuma máscara, sem nenhuma ofensa. A maioria da arte é muito bem comportada".

A obra de Políbio Alves atravessou as fronteiras na bagagem de intelectuais da Paraíba. Um deles, o escritor Carlos Alberto de Azevedo, levou seus livros para a Alemanha e fez de Varadouro objeto de estudos na Universidade Livre de Berlim, onde ele lecionou nos anos 1990.

Sua primeira obra publicada, no entanto, foi O que Resta dos Mortos, em 1983, por meio do Conselho de Cultura da Paraíba. Já Exercício Lúdico: Invenções & Armadilhas, de poesia, saiu do prelo em 1992, pela Editora Ideia, de João Pessoa, depois que o poeta venceu o prêmio do Gabinete Paraibano de Cultura. Passagem Branca (poesia) derrotou 10.177 obras inscritas e levou o conceituado prêmio literário Augusto Motta, no Rio de Janeiro, em 1977, mas seria publicado apenas 28 anos depois, em 2005, ainda no estado natal do escritor, pela Dinâmica. Editores do sudeste jamais o procuraram.

Em Cuba, por exemplo, seu livro Varadouro integra o acervo da Casa das Américas desde 1990. O poema épico de 77 páginas, centrado no rio Sanhauá, que atravessa a cidade natal do escritor, João Pessoa, Capital da Paraíba, e que Resta dos Mortos, livro de contos, foram traduzidos para o espanhol e publicados simultaneamente na ilha de Fidel Castro em 1998. Já nos anos 1990, a obra de Políbio Alves entrou para o acervo da Casa do Brasil, em Madri, Espanha. E em 2000 o poeta ganhou destaque em uma coletânea publicada em Trento, na Itália, que reuniu mais de 400 autores de diversas nacionalidades, após levar o primeiro lugar do prêmio Autore dell’Ano, da Edizioni Universum, em 1999. Políbio Alves conquistou outra láurea, esta da União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro. Pouco mais tarde, em 2002, se destacaria na vizinha Argentina – foi um dos 120 finalistas do prêmio Nuevos Escritores Latinoamericanos, da Editorial Nuevo Ser, que integraram uma coletânea editada em Buenos Aires.

Última atualização (Sex, 25 de Março de 2011 22:32)

 
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